SONHOS DE PRINCESAS!

 POST: 03





Trindade Goiás

08/08/1999

Até 26/07/2010


CASAMENTO  SUPERAÇÃO SEPARAÇÃO 

A partir de uma revisão narrativa, problematizamos a existência de um sonho de princesas, as quais se propõem nos ensinar como ser e estar no mundo, como a princesa com seus príncipes encantados. Tendo por pano de fundo as representações da feminilidade existente dentro de mim querendo vir à tona, desabrochar. E ao encontrar o tal príncipe, fiquei encantada, na fantasia de que era amada por ele..

Eu já vivia um mundo de fantasias, onde havia inventado um pai perfeito e herói. Sendo que este nunca fez parte da minha vida, nem para o bem, nem para o mal. 

Obs: tem um post sobre esse pai, que respondo ao meu meio irmão, para olhar, ler e entender quem foi este pai para mim.

Minha mãe já vinha de um casamento desfeito, onde na época, separação era como um tabu. Sofreu vários preconceitos, religioso e social. Eu falava a mim mesmo: vou casar e ser feliz eternamente com meu príncipe. Afrontando minha mãe, como se ela planejou a separação dela. Acho que a culpei por ter afastado ele, nosso pai  de nós. Da mesma maneira, minha filha me culpou por ter afastado o pai dela. 

Tivemos de viver esta experiência para entender melhor,  minha amada mãe. 

Três gerações,minha mãe, eu e a minha filha, que não se permite ser usadas .

Pode até acontecer, mas é esporádico. Não tão esporádico assim, pois sofremos muito, para depois sair, do relacionamento tóxico.

Nós sabemos exatamente como é.A gente quer tanto ter o amor deles, nossos pais ausentes, como um cão que está chorando perante seu dono, reivindicando atenção que acabamos fazendo escolhas errôneas para escolher o pai dos nossos filhos.

Mas nós não somos cães! Somos mulheres fortes! Por não sermos cães, vencemos batalhas criando nossos filhos, com o auxílio uma das outras.

Nós mulheres empoderadas vencemos as batalhas, e conquistamos o coração.

Somos unidas embora pareça o contrário.  

Tudo deve ter um propósito. 

Voltando às escritas do diário, sobre meu casamento… 

Obs: Estive relendo tudo isso que escrevi sobre os pedaços de meu casamento. Entrando na casa dos 40 fiz uma leitura, depois volto a reler até os dias de hoje, na casa dos 50, estou hoje com 58  59 anos. esqueci, ando fazendo cobtagem regressiva, rss.

Concluindo tudo que vivi até hoje.

No passado, na adolescência, no entanto, a ideia de que havia uma essência feminina, estava muito presente, na menina que sonhava acordada. Ao me casar tive de me adequar ao sistema imposto por meu marido, onde o recato se torna submissão. A beleza  de ter sempre um sorriso, foi se apagando, dando espaço às atividades domésticas, e a ignorância dele: não saber fazer, entender, não querer entender minha importância.

Eu não tinha  importância de me posicionar como um ser pensante, e tendo minhas opiniões sobre vários aspectos da vida. 

Como aquele homem  impaciente, irracional, insensível  foi implacável, não tendo um pingo de empatia. Revestindo tudo com sua forma de agir e pensar, para se fazer de vítima, sendo  ciumento, desconfiado e até mesmo paranoico.

Lembro bem de como era!

Se por acaso estou me arrumando perante o espelho…Se por acaso exponho minha opinião, sofria várias violências com intuito de me desmotivar a ser quem eu era. E isso foi diariamente, palavras onde me colocava representando um retrocesso no que se refere às minhas conquistas. Conquistas estas, já obtidas pelas mulheres de minha família, guerreiras, por natureza, que aprendi a ver com os olhos de orgulho. Tenho muito orgulho da família que eu nasci.

Eu vim de uma família de mulheres fortes que lutaram e ainda lutam, pela família.

Tem um livro escrito pela prima contando a saga de minha tataravó.



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