METAMORFOSE HUMANA


SABOTANDO AS FÉRIAS DE 2016






Na metamorfose humana a transformação acontece no lado externo e interno.

Psicológico e espiritual


Tema Central:


DEPRESSÃO PSICOLÓGICA

DEPRESSÃO ESPIRITUAL 


Nosso passado como rememoração para a redenção com os pontos de luz nessa metamorfose humana em que estamos passando .


Nota: 

Há uma voz que não usa palavras, mas você  as ouve.

ESCUTE 

são os pontos de luz, mensageiros de Jesus falando.


EM BUSCA DO AUTOCONHECIMENTO

Vencendo a depressão psicológica de um casamento maltratado, e a depressão espiritual em busca de achar minha luz interior que tinha se apagado. Ao iniciar a busca do autoconhecimento, fui escrever. A intenção era registrar as palavras e pensamentos não ditos, ou falados em hora errada, em momentos de explosões. E ao reler-me senti muito além do que imaginava. Escutei tudo o que foi dito…

E não dito, dei atenção aos detalhes e comecei a ouvir os pontos de luz. Sentir uma presença dos pontos de luz na memória de um pensamento sobre o passado sofrido, porém necessário para me reerguer e ser quem sou de verdade. 


Ao escrever  depois relendo, mostrando não somente como este é o verdadeiro centro de nossa metamorfose humana, mas também como é somente através deste nosso passado que um novo conceito do estado que me encontro no hoje se tornou possível. 

De fato, o passado não somente é algo inconcluso, pois tem questões mal resolvidas, paradas, como uma nuvem bem pesada, causando eternos nevoeiros. Eu no caso com o meu pai biológico, depois num casamento mal sucedido. 


E na medida em que permitimos enxergar além dos olhos humanos este metamorfosear. Assim estendo, ao encontro com o presente do agora, num presente que contrasta com um passado reaberto, que não é de fácil leitura. Se fosse, entenderia assim que escrevi. Foram visões, sonhos para interpretar e instantes para segurar. Podemos definir o passado como aprendizado para um presente consciente de forças benéficas de um mundo paralelo ao nosso cheio de luz, cheio de amor para dar e receber.

Vou narrar aqui alguns fragmentos de meu diário pessoal e as conclusões que cheguei. Ao ler entendi como consegui dar uma guinada e sobressair e não mais ser reincidente. E do passo a passo do meu despertar, para as coisas vindas de um plano superior. E nesse passo a passo, as vezes posso fundir o ontem com o hoje, um passado mais distante, com um presente não tão presente e com o que estou vivendo no agora. Sei que em alguns pontos,vai se identificar com as narrativas desse monólogo. Entender, por que tenho de narrar tudo. Mesmo que aparentemente sejam fatos irrelevantes, é parte fundamental para o conhecimento de nós  mesmos. Rememoração para a redenção, saído da escuridão e entrando na luz.  Penso eu!


Obs:

Para entender o que acontece  e para onde vai o que falamos, estou narrando tudo que aconteceu, desde o início, assim entender o quanto somos e podemos amar e ser amados.


Tudo começou a fazer sentido,  no que havia escrito nas páginas de um diário, quando sabotei minhas férias no ano de 2015 para 2015…


No ano de 2016…

Estava me questionando com as seguinte frase: Quando não falamos o que sentimos, para onde vai o que não falamos?

Assim iniciei os posts, que também ficaram guardados na memória de um site. Recentemente os resgatei deste site e comecei a enviar para a amiga, esta fez uma leitura, achando que sou suicida, nada entendeu quem sou.

Aí, não mostrei quem sou na escrita, ficando por anos guardados.

Agora, depois de anos estou concluindo a lógica de meu raciocínio, e relato aqui.


É maravilhoso não fazer nada, uma vez por ano, durante um período de quatro semanas. Estar deitado envolvido pelo calor do sol, ouvindo os sons da natureza, sentir o vento afagando-nos. Como seria bom poder escapar à monotonia do quotidiano e de poder refletir acerca de tudo que tem me incomodado ultimamente.

Estava em um período de depressão tão grande, que já não conseguia mais conviver nem mesmo comigo mesma. Por isso minhas férias chegaram em um momento estratégico. Pensei assim:vou descansar de todo mundo. Procurei por um roteiro com praias solitárias, onde poderia me instalar, para passar quatro semanas felizes. Consciente de ter merecido com honestidade, esse período de preguiça absoluta. Estava procurando um lugar ideal onde pudesse curtir essa preguiça. Quem sabe, me envolver mais com a natureza e beleza que DEUS nos presenteou.

Enfim, onde seria o lugar ideal para passar as férias? Tornar-me parte integrante da natureza grandiosa de Deus, e sentir instalar no coração um intenso desejo de voltar a ser quem eu era. Onde não há aparências e só existem pessoas felizes. Onde possa encontrar minha cara metade quem sabe. Rssss

Acorda!!! Na verdade, esse paraíso não passa de uma ilusão. Não era bem o lugar que me fazia ser depressiva. Pois tenho amigos e familiares que me amam. Temos momentos ruins sim, mas normais  para os  tempos de hoje. O que pega é esse jeito meio mórbido de vivenciar minhas experiências boas e ruins.Portanto seja lá onde for, se não mudar minha relação comigo mesma, de nada valerá meus esforços.

Gostaria muito de me deixar enganar; tal qual como os outros que estão passando situações semelhantes. Apenas procurando  lugares com visão paradisíacas, sem repararmos na miséria instalada por detrás do horizonte.

Por detrás  destes muros que dia após dia , levantamos. Levantamos, tijolo por tijolo. Criando uma muralha. Onde nos fechamos dentro de nós mesmo e não mais conseguimos viver as nuances do amor. O amor na prática  com família,  amigos, namorado, igreja, sociedade e afins.


Neste momento percebi: fazer um roteiro por praias e lugares paradisíacos de nada me valeria a pena. Pois a tristeza estava ficando mais intensa ainda, era dentro de mim, e não nas pessoas, no trabalho, em casa...

Assim com angústia muito forte, me fez desistir! 

Por me sentir incômodo passei toda minha férias aqui, no meu quarto. Isolada de todos e tudo. Embora, mesmo estando entres eles, me sentia sozinha. 💕💕



FAXINA EMOCIONAL


Nada estava indo bem. Já que decidi não  mais viajar…tinha de reagir. Reaja!!! Saia dessas situações de marasmo, saia de casa, vá ver amigos no cinema, namorar um pouco, descontrair. Como tudo me deixa incomodada,. Resolvida, fiquei em casa, curtindo preguiça. 

No outro dia, fui fazer uma faxina no quarto. Fiquei aqui mexendo e remexendo. Finalmente,comecei a remexer minhas gavetas e encontrei meus diários, e um monte de anotações:minhas leituras de jornais, revistas e livros, algum diálogo introduzido de uma novela ou filme, que achei de grande valia e o reproduzi ali em alguma folha de caderno. Que hoje comecei a reler. O estudo de algumas leituras… Tudo estava ali guardado por algum motivo. Mas qual?!

Obs: Comecei a escrever, em um ciclo de minha vida, onde estava precisando falar, e como não estava disposta a falar para alguém falei com o lápis e papel. O lápis e papel, foi o meu psicólogo, foi minha religião. Escrever, rabiscando no caderno, se tornou quase automática. Diante do lápis e papel, não importa a forma que se dá ao que escrevia, a ordem era escrever, passar o tempo, deixar marcas no papel...


Nota: Essa situação comum do dia-a-dia não passei despercebida.Tinha um grande observador, que teve destaque a essa expressão livre e criou o que ficou conhecido como OS DIAMANTES DE DEUS, por mim. 

Meus amigos, pontos de luz.

Foi uma forma de comunicação, um meio de se entrar em contato comigo mesma. Nas palavras era  simplesmente um método para estabelecer contato com um mundo que até ontem não sabia existir. 💕💕



Trindade Goiás

08/08/1999

Até 26/07/2010


CASAMENTO  SUPERAÇÃO SEPARAÇÃO 


SONHOS DE PRINCESAS!


 A partir de uma revisão narrativa, problematizamos a existência de um sonho de princesas, as quais se propõem nos ensinar como ser e estar no mundo, como a princesa com seus príncipes encantados. Tendo por pano de fundo as representações da feminilidade existente dentro de mim querendo vir à tona, desabrochar. E ao encontrar o tal príncipe, fiquei encantada, na fantasia de que era amada por ele..

Eu já vivia um mundo de fantasias, onde havia inventado um pai perfeito e herói. Sendo que este nunca fez parte da minha vida, nem para o bem, nem para o mal. 

Obs: tem um post sobre esse pai, que respondo ao meu meio irmão, para olhar, ler e entender quem foi este pai para mim.


 Minha mãe já vinha de um casamento desfeito, onde na época, separação era como um tabu. Sofreu vários preconceitos, religioso e social.

Eu falava a mim mesmo: vou casar e ser feliz eternamente com meu príncipe. Afrontando minha mãe, como se ela 

planejou a separação dela. Acho que a culpei por ter afastado ele, nosso pai  de nós. Da mesma maneira, minha filha me culpou por ter afastado o pai dela. 

Tivemos de viver esta experiência para entender melhor,  minha amada mãe. 

Três gerações de mulheres guerreiras, minha mãe, eu e a minha filha, que não se permite ser usadas .

Pode até acontecer, mas é esporádico.

Não tão esporádico assim, pois sofremos muito, para depois sair, do relacionamento tóxico.

Nós sabemos exatamente como é.

A gente quer tanto ter o amor deles, nossos pais  ausentes, como um cão que está chorando perante seu dono, reivindicando atenção que acabamos fazendo escolhas errôneas para escolher o pai dos nossos filhos.

Mas nós não somos cães!

Somos mulheres fortes!

Por não sermos cães, vencemos batalhas criando nossos filhos, com o auxílio uma das outras.

Nós mulheres empoderadas vencemos as batalhas, e conquistamos o coração.

Somos unidas embora pareça o contrário. 

Tudo deve ter um propósito. 


Voltando às escritas do diário, sobre meu casamento… 

Obs: Estive relendo tudo isso que escrevi sobre os pedaços de meu casamento. Entrando na casa dos 40 fiz uma leitura, depois volto a reler até os dias de hoje, na casa dos 50, estou hoje com 58 anos.

Concluindo tudo que vivi até hoje.


No passado, na adolescência, no entanto, a ideia de que havia uma essência feminina, estava muito presente, na menina que sonhava acordada. Ao me casar tive de me adequar ao sistema imposto por meu marido, onde o recato se torna submissão. A beleza  de ter sempre um sorriso, foi se apagando, dando espaço às atividades domésticas, e a ignorância dele: não saber fazer, entender, não querer entender minha importância.

Eu não tinha  importância de me posicionar como um ser pensante, e tendo minhas opiniões sobre vários aspectos da vida. 

Como aquele homem  impaciente, irracional, insensível  foi implacável, não tendo um pingo de empatia. Revestindo tudo com sua forma de agir e pensar, para se fazer de vítima, sendo  ciumento, desconfiado e até mesmo paranoico.

Lembro bem de como era!

Se por acaso estou me arrumando perante o espelho…Se por acaso exponho minha opinião, sofria várias violências com intuito de me desmotivar a ser quem eu era. E isso foi diariamente, palavras onde me colocava representando um retrocesso no que se refere às minhas conquistas. Conquistas estas, já obtidas pelas mulheres de minha família, guerreiras, por natureza, que aprendi a ver com os olhos de orgulho. Tenho muito orgulho da família que eu nasci.


Eu vim de uma família de mulheres fortes que lutaram e ainda lutam, pela família.

Tem um livro escrito pela prima contando a saga de minha tataravó. 💕💕


AGRESSÕES VERBAIS É TAMBÉM

RELACIONAMENTO TÓXICO


Porque me deixei anular assim, vamos descobrir aqui, no passo a passo de minha vivência retratada aqui em forma de palavras, sobre este destroçado quebra cabeça que foi meu casamento, tendo como base minha guerreira mãe.

Que se casou com um ogro achando ser um príncipe. Eu fazendo o mesmo.

Onde ele, meu marido, foi capaz de se justificar não justificando, pedindo desculpas sem querer ser desculpado, pois na verdade não via que estava machucando. Ele na verdade queria era transferir a culpa de seu comportamento para mim.

E assim foi durante, o depois , e está pretendendo fazer até nos dias de hoje.

Me fazer sentir culpada, de nossos filhos não terem o pai presente.

E nós já nos separamos a mais de trinta anos, e continua esse joguinho, com palavras distorcendo tudo que eu falo.

A diferença é que hoje não sofro a suas 

ações, pois tenho meus próprios desafios para se travar, para perder tempo ouvindo o não ouvir.


Eu sei como é fácil se perder, depois de um relacionamento tóxico, a vida parece ficar destruída, desmorona toda nossa construção .

Era para eu seguir uma vida cheia de amor, com as coisas simples da menina feliz com a vida.


De fato banquei um casamento

que me destruiu totalmente. Só para meus filhos terem um pai presente.

Eu sei que tem minha mãe, meu irmão, minha família e alguns amigos que me amam, que me lembraram quem eu era de verdade: amorosa, piedosa, calorosa, alegre, justa com todos.

Eu só tive que sair deste relacionamento e me reapresentar para a vida que se segue.

Me olhava no espelho e…

Vamos lá! Vou me apresentar:

Sou Julieta Alves.

Me  permitiu sentir o meu ser amoroso dentro de mim, neste monólogo com o espelho . Falava muito comigo mesma!

obs: estes monólogos estão em um post registrado.


Fui me lendo, no passo a passo. Tudo ali, venho guardando, anotado nas páginas de um diário, desde a separação.

Me casei muito nova, 17 anos, e também separei muito  nova, antes de completar 5 anos de casada, já estava separada. Separada  de um casamento que não deu muito certo, foi somente sonhos, a realidade era diferente.

E na tentativa, que não deu certo, fui desconstruindo o meu ser,  que inicialmente era exercido por meio da força,com palavras destrutivas, depois se transformou em violência velada, isto é, propagada por intermédio de palavras ou atos sutis, onde se dizia uma mulher casada não faz, não pensa, se não for pela cabeça do marido. 

Eu nunca aceitei essa divisão, e acabei aceitando. A noção imposta como natural de pertencimento ao marido dá uma sensação de inutilidade.


Na verdade, na época em que estava casada era como se tivesse um véu sobre meu rosto e uma venda nos olhos. Hoje consigo enxergar o que não conseguia na época

Hoje tenho pedaços de minha história em relação ao casamento, em minha cabeça, para não esquecer quem fui, quem sou. E conseguir montar o quebra cabeça de minha personalidade.


Sabe aquele desejo de menina, de ser especial, amada e ter capacidade de amar, Sabe aquela atração física, para o sexo, o acoplamento dos corpos, onde o corpo esta faminto por este contacto.  Seria a coisa mais bonita se não fosse banalizada.

Idealizamos o homem que cruza nossos caminhos. E por não ter sido preparada para entender a própria natureza física de nossos desejos, por ainda ser tabu.

Ficamos confundindo amor das almas em simples atração física. 

Quando dei por mim, estava grávida, casada com o primeiro namoradinho. E com o tempo aquele que era o centro de minha admiração, passou a mostrar  que tinha caráter duvidoso. Estava sentindo náusea de mim mesma por ficar ali parada, e sendo humilhada, e nada fazer.


Eu, antes do casamento, era uma alma livre, cheia de graça, produtiva, cheia de amor, e garra para viver.

Cheia de liberdade de expressão, de justiça, de perdão, de boas obras.

De compaixão, piedade. Amava ser líder, não para aparecer, mas para produzir. A vida me fazia sentido assim.

Quando estava namorando, ele queria me transformar em um ser não produtivo, não líder, e não conseguia. Pois eu obedecia minha mãe. O resto era substituível , e dava aquela risada bem gostosa, em sua tentativa de me colocar cabresto. Mas bastou permitir passear pelo meu corpo, fui mudando, isolando.

Sabe aquela lagarta pronto para renascer em uma borboleta, foi sabotado. Permanecendo lagarto. vegetativo de ação. Quantas e quantas vezes ouvi dizer que ele tinha de me colocar cabresto. Levei na brincadeira, mas ele falava sério. E foi bem assim mesmo, nosso casamento.


Na verdade, começou bem antes. Foi quando dei permissão para  passear pelo meu corpo, como tenho dito. Aí, começou às chantagens:

Se fizer isso ou aquilo, está terminado, e assim sucessivamente, até que engravidei, e… as chantagens aumentaram. Fiquei entristecendo. E se eu não for viva era como se eu não existisse.


Fui me anulando, me afastando de tudo e todos. O que me confortava era a sensação de ter uma vida dentro de mim.

Passados os período de contar para minha mãe que estava grávida, e o casamento em si, curti muito este estado grávida.

Mas aí, vieram mais cobranças sobre quem eu era, não poderia ser.

Amigos, passeios, amigos homens nem sonho. Fui afastada de todos, e toda a construção de meu ser até aquele casamento.

Inclusive pensei que não haveria ninguém em meu casamento.

Mas a igreja ficou lotada,quase todos meus amigos estavam ali. Fiquei feliz, e sentida amada, por familiares e amigos.


No início do casamento achei que com o tempo tudo se ajeitava. Embora eu obedecesse, não calei a voz, falava meu ponto de vista. A maternidade preencheu esse vazio, esse sentimento de ser inútil, e solidão. Pois eu sempre estava cercada de pessoas que  me admirava e gostava de minha companhia, e num repente não tinha ninguém, todos se afastaram de mim.


Na época não compreendiam o motivo, por onde confundimos, amor  com paixão, amor com sentimento de posse. Ou mesmo achar que casar iria resolver divergências de opiniões. Alguns anos mais tarde, tudo se modificou e nenhum de nós, eu e o meu marido, na época, era capaz de perdoar. Fiquei completamente anulada.


Daí, ambos queriam recuperar a liberdade. Mas, um pouco tempo depois, estava nos odiando. Ele resolveu ir em busca de novas conquistas, e para ter liberdade para esta ação, me fez mais inútil ainda.

É engraçado: o homem casado quer ser livre: mas quer fazer intrigas armando brigas com a esposa para justificar o que está para fazer, traição.

Eu falava: pode ir, mas não volta.

Depois de alguém ter passeado em seu corpo volta e ainda  quer me provar que fez assim para eu dar valor a ele.

Poupa nossa inteligência, seus  truões, ogros. Bradei generalizando todos os homens ser assim. 


E ainda se achava no direito de vir tocar em mim. Um estrupro. Como não permitia, ainda tinha dignidade, queria obrigar-me, alegando o direito de pertencimento. Queria me bater. Me bater para justificar o injustificável. Eu tinha que aceitar?

O chamava de narcisista.


Obs: Uma fraqueza muito óbvia do narcisista é sua incapacidade de autorreflexão e autoanálise. Eles são incapazes de olhar para dentro e  se compreender, para mergulhar em si mesmos. Eles geralmente estão cheios de mecanismos de defesa contra a aceitação de suas muitas inseguranças.

E acabam banalizando o casamento.


Eu ficava na minha, querendo apenas o pai para meus filhos.

Me sentia presa, acuada, destruída, ele conseguiu destruir o que tinha de mais nobre em meu ser, minha capacidade de reerguer e sorrir. E por outro lado, não queria criar nossos filhos sozinha.

Assim, engolia meu orgulho e seguia.


Quando ainda casada, sentia necessidade de ter um corpo se enroscando em mim, até pensei em que seria normal, esse sentir, não sentindo. Eu tentava abrir diálogo para falar sobre como estava insatisfeita com ele.. Mas ele veio me diminuir com ações que te fazem achar que era culpada. Que o problema era meu. 

Hoje entendo que ele, para se sentir superior, tem que ferir. Tipo assim: sou o macho alfa. 

Não podia se expressar, nem mesmo tesão de tão medíocre era.

Tinha de quebrar o encanto das inocências de uma menina que queria ser amada e respeitada pelo príncipe, e ser tratada como tal.


As mulheres lutaram tanto para ter respeito , e vem uma Julieta qualquer e não entende, a luta feminina por séculos.

No século 14 ao 19 as mulheres esposas tinham de aceitar comedida, os truões dos maridos, e não podia manifestar desejo, tesão. Meu marido era assim, acabou qualquer possibilidade de eu ter algum orgasmo com ele. Era frio e assintomático. E fazia achar que eu era o problema.

E somente depois, de já separada mais de cinco anos é que fui saber não ser eu o problema.

Depois de uns 5 anos, já separada, fui conhecer um homem de verdade.

Costumo dizer que o homem pai de meus filhos, me tirou a virgindade e me deu 2 filhos. Mas,quem me fez mulher de fato foi este namorado. 

Depois seguimos rumos diferentes, mas serviu  para que eu saiba não ser o problema. E saber exatamente como quero e fazer para alegria plena de meu corpo.


Voltando ao meu casamento…

Tentei ver algo pelo  qual nos fizessem ter admiração um pelo outro, quando ainda casada… Na verdade, não tinha sobrado nada, e mesmo assim insistimos. Eu não queria admitir a derrota e fracasso por ter optado por um casamento com um ser completamente diferente do meu modo de pensar e agir. 

Foi meu primeiro namorado, com quem me casei. O príncipe era ogro, não gosta de diamantes, prefere as bijuterias, e fica dando pequenos golpes. Hoje se diz resolvido financeiramente, mas é tão  pobre de sentimentos.


Por que nos colocamos assim… Insistir num casamento onde eu era o eterno lagarto e ele o ser alado? 

Porque isso corresponde, de certo modo, à ética de ir para a cama, com um único homem. 

E passou a ser apenas para cumprir as obrigações, compromissos que foram assumidos pelo matrimônio, fidelidade matrimonial, sem orgasmo, só tendo um  parceiro passando por nossa intimidade, e dormir. 

Não queria admitir ter acabado o amor, ficando somente a tal obrigação. Na verdade nunca houve amor. Era uma necessidade do corpo de uma menina, nascida cheia de amor fantasioso. E tinha muita faísca, e nada. Jogava um balde de água fria, apagava e dormia. Labareda impossível.


Por não querer pensar de ter que  ficar só, ou ter que procurar um outro alguém. Fiquei assim, fria, assintomática, aguentando humilhação. Além do mais, ele entrava em paranoias, de ciúmes. A princípio pensei ser ciúmes, mas na verdade era o processo dele de me desestabilizar, e fazer eu achar ser o problema. Sendo que na verdade estava era procurando me culpar de seus fracassos, em todas as áreas.

Com estes pensamentos ambos se acomodam nas situações conflitantes de nossas personalidades. Ele queria liberdade mas não se separava. Ele tinha medo de perder, e depois descobrir que  fez a escolha errada. Ele não se sustentava sem ter de me humilhar. Pior, por medo de se enganar, fica brincando com os sentimentos dos outros.

Sabe aquele cristal,enfeite em sua casa que enjoa e resolve guardar, e depois de algum tempo, se lembra dele e volta e pega e põe a mostra de novo, em destaque na casa. Pois bem, era assim que me sentia no casamento.

E depois de ter separada, já a tres anos,

Meu ex marido não veio concretizar este pensamento, minha tese!

Assim que tive um namoradinho, veio reclamar de ter posse sobre mim.

Falei: acordar ! Você é casado com outra, sou só mãe de dois de seus filhos.  

Ele viu  que eu era notada. 

Sabe! Eu tinha ficado mexida no ego. Quase acreditando que ele me amava. Mas foi pensamento esporádico, logo lembrei do objeto de decoração que pertencia a ele, por ainda  estarmos casados na lei.


Brigas acontecem e, no calor das emoções, palavras amargas podem vir à tona. O problema é que esses dias ruins, esses atritos, se tornaram cada vez mais frequentes. Poderia ser até normal, mas não havia argumentos para escutar e dar espaço ao outro impossível.

Minha voz? sem voz!

Nos abusos verbais, o respeito se ausentou por completo. Não havia uma troca, que visava compreensão mútua.

O diálogo é soterrado por acusações, humilhações, ameaças e imposição de controle sobre mim.

E tudo isso continuou mesmo estando separada dele, e ele já casado, convivendo maritalmente com outra e tendo  dois filhos, e reivindicando o direito de posse sobre mim.


Quase que cai na armadilha de novo.

Ficou falando do pai que poderia ser aos nossos filhos se eu aceitasse ficar em casa, guardadinha, esperando ele cansar da outra, ou das outras, nê! 

Eu olhando pelo ego, fiquei maravilhada.

Depois, foi caindo a ficha, ele está fazendo o jogo com nós duas , as mães de seis filhos. Lembrei de algumas palavras ditas por ele, e nenhuma falava de amor…e passou despercebido.

Vou fazer a outra desistir!

Você me pertence!

Fica me esperando!

Se eu voltar vou ser … 


E por outro lado, pensar em estar de novo naquele casamento, tem que ter algo mais. 

Se mantivermos um casamento naufragado, para eu não ter de andar à procura de companhia e  preencher essa necessidade física do nosso ego. A palavra é essa: enganar a si mesmo!

Ficava enganado para decidir se era somente uma fase, e com o tempo acordava para vivermos nossa odisseia de amor. Mas isso não aconteceu. 

Eu é que acordei, embora não foi fácil assim, mas fui abrindo os olhos da alusão.


Vamos memorizar o porque quero me manter separada deste…

Ele, ainda casado comigo, seduziu uma moça como se fosse solteiro. Pegou uma de minhas joias,( herança de minha família para mim), e noivou com ela. Por que não se separou de mim, se está querendo ser livre, não entendi esse raciocínio. Se quer ter liberdade, seja livre.


Eu era tão inocente que fui na casa, no dia do noivado dele, para pegar meus documentos ( ele carregava nossos documentos com ele) e levar nossa filha ao médico. Quem me falou o endereço, estava à espreita, esperando minha reação. Não tive nenhuma, pois nem percebi o que acontecia. Vi anos mais tarde, quando esta passou a ser sua esposa, usando meu  anel de 15 anos,no dedo, como noivado dela. Assim deduzi que o restante de minhas jóias, que também foi presente de minha mãe para mim. Que ele havia dito ter sido roubado, teve o mesmo fim. 


Obs: durante o casamento com esta outra, também fez a mesma coisa.

Me falaram que no período que morou  em uma cidade do Tocantins, teve uma festa de noivado com uma moça bem sucedida, por lá, como se fosse solteiro.

Por que tem de ser assim o raciocínio deste homem. O tesão dele é ser assim.

Ele se sente realizado enganando, colecionando vítimas.

Não sei porque me contam, comecei a me afastar de todos que me davam notícias dele. Pois como pai nada fazia mesmo. Se tornará pior que meu pai. Meu pai sumiu. Este fica à espreita, me vigiando, e aparece para falar como se ainda fosse meu marido. 

E falava mesmo: ainda sou seu marido!

Na lei sim, maritalmente com a mãe dos seus outros  2 filhos.


Neste momento resolvi entrar com o divorcio, direto,pois até então era separação de corpos. Ele já tinha 2 filhos com a outra também. E depois ele se casou na lá com ela também.

E por outro lado eu que era a primeira esposa é que levava surra das divindades dos centros especializados em amarração. Sentia o peso dos chicotes das maldições, dos atos de vingança contra ele.


Obs: Em outro post falaremos mais sobre este episódio ruim e perigoso das amarrações  contra minha pessoa.


Tudo de ruim que praticava com nossos semelhantes, mulheres enganadas, negociatas, tudo vinha para mim.

Eu sempre fui muito suscetível no contexto de captar como um vírus tentando encontrar um hospedeiro das ações onde vem várias setas carregadas de ódios e desejo de vingança. 

Eu era o captador das energias negativas lançadas nele. E como já estava bem debilitada por ações onde me colocava com um ser inútil. Mesmo assim era eu que buscava energizar nosso lar com luz. 

Ser a  luz que ilumina na escuridão, sozinha não é fácil.

Sentia a força vim onde eu não tinha mais como buscar energizar.

Fui apagando a fé também. Perdendo a vontade completamente de lutar.

Tive pensamentos suicidas. Em outro post, conto essa batalha espiritual.


Nunca cai de fato. Toda vez que pensava não aguentar, via uma força, e de novo falava a mim mesma: engula esse seu orgulho e luta por seu casamento. Não vou criar filhos sem pai.

Olhava no espelho e… passando um belo batom e… lá vinha o marido com sua mão e esfregava minha boca.

Eu! De novo, limpava e passava de novo o batom. Aí começou as ofensas.

Me chamando de tudo com baixo escalão. 

Falei: esta é a última vez que me agredi.

Se tocar em… antes de terminar de falar, esfregou minha boca. 

Ele levou um tapa de mim que ficou desequilibrado.

Neste momento percebi uma enorme mudança dentro de mim. Estava reagindo. Tive medo de mim.


Fiquei ali dialogando com o espelho:

Vamos pegar pedaços de nós, meus pedaços com os dele, onde nos fortalecemos com a luz e passar adiante. 

Será que conseguiremos na prática ser assim 


Nota: Teoricamente fácil!

Se tiver de falar coisas ruim, que seja para mostrar que fez parte do processo do aprendizado, vencer as defesas do ódio que começa a brotar em meu coração. Não querer ser hospedeiro, não  ser suscetível sendo mais resistente, na prática é…

Teve época, um pouco antes de decidir a separação de fato, de dizer a mim mesma, chega!

Fiz uma última tentativa.

Está registrado em um post que falo da barganha com Deus.


Eu fiz uma campanha de quebra de maldição, e falei para Deus que queria o marido que idealizei, e não este cheio de negociatas e  com prazer de enredar mulheres para serem enganadas.

Aí vi ele, meu marido, machucando a que hoje é sua esposa 

Foi tão nítido, que pareceu estar na minha frente.

Meu primeiro momento foi de satisfação.

Pois olhei pelo meu lado egoísta.

Depois vi pelo meu lado humanitário, e percebi nessa visão que ele não vai mudar .

Nesse momento, meu coração mudou.

Parei com as vigílias, campanhas, barganhar com Deus.

E fui procurar juntar o que sobrou de minha dignidade.

Marido com defeito, deixo para quem tem paciência, eu não tenho. E meu amor não é tão tolerante com tanto defeito.


Memorizando o porque não continuar com este casamento …Enfim, por viver  me acomodando num casamento sem respeito, não tinha ânimo nem de expressar minha indignação, silenciada, em tudo, parecendo uma jóia sem valor. Inércia total. E num repente revido!

Chegou a hora da separação, já não estava feliz comigo mesma. Com medo do que possa vir em reação.


Fui revivendo na memória, rebuscando fatos onde os motivos para a separação seja irreversível.

Na  época, quando ainda estávamos casados, ele foi cuidar da chácara de minha mãe. E eu cheguei na casa da mãe de meu marido e ele estava lá se produzindo para sair e namorar, como sendo solteiro.

Na verdade não queria ter certeza de nada para não ter de me posicionar, já que decidi levar esse casamento para frente.

Vi em algum lugar um psicanalista dizendo: Nos enganamos pelas verdades que queremos acreditar, construímos  gaiolas, casulos  e nos colocamos dentro dela, por medo da liberdade, do conhecimento do que podemos suportar.

Eu sei que esta prisão foi construída por mim mesma por me deixar intoxicar.


Neste momento, os parentes dele ficaram me fazendo pressão para entrar e flagrar ele se arrumando.

E assim que me viu correu para nossa casa, se sujou de barro, para falar que tinha acabado de chegar da chácara. Fiquei como se fosse louca ao questionar. Sabe que até tive dúvidas, diante do quanto eu estava dependente deste ser. Já tinha sugado toda minha energia de viver, de pensar, com ofensas diárias onde ele se tornará o ser alado e eu o que rastejava. Aceitando migalhas de afeto.


Tempos depois fomos lá na chácara, eu e minha mãe ver o trabalho do marido. Chegando lá, minha mãe tentou avistar o gado dela, e os do senhor que estava lá para ser criado a meia, os bezerros. Cadê o gado? Perguntou minha mãe ao caseiro. Nada de resposta, foi desconversando. Fomos na divisa, e o caseiro da outra fazenda disse que foram vendidos. O meu marido tinha vendido e comprado um carro.

Aí tivemos uma bela discussão.

Como pode pegar o que não lhe pertence e roubar assim, na cara dura, fiquei envergonhada. Estava com tanta vergonha da minha mãe, dos vizinhos da chácara, do meu irmão. 


Passaram alguns dias, o senhor, dono do gado que meu marido tinha vendido, veio reivindicar seu gado, com um advogado.

E o que fez o meu marido? escondeu! E depois ficou me atacando,até fisicamente, para eu achar que sou culpada.Ele faz cagada, e eu sou culpada?  Poupe minha inteligência !

Eu vim de família onde o nome vale muito. 


E não sei porque ainda continuamos juntos. Dependência! 

É que quando percebe que vou sair desse casamento fala tudo que queria que fosse, acreditava que poderia ser somente fase ruim, e depois melhorava, é um homem ainda em formação.

E por outro lado não queria assumir que fracassei como esposa, e não queria ver o pai de meus filhos longe deles. Queria que meus filhos tivessem um pai. E é o que aconteceu com a separação, nunca me ajudou financeiramente e nem emocionalmente. Tive sempre a ajuda da minha mãe. Era como se meus filhos fossem órfão de pai vivo.

Mas vim perturbar o meu  juízo, era quase que frequente: me ajudaria financeiramente se eu me submeter ao seu cárcere, ficar sem sair de casa e nem tão pouco namorar. Falava que ia fazer a outra desistir dele. 


Cada vez que abria a boca para falar sua linha de pensamento, mesmo depois de tanto tempo separados, ficava com ansia de vomito, por um dia ter colocado este ser pensante assim como meu marido. 


Obs:Mas aí lembrei de meus filhos, meus tesouros e meus três netos que para mim é minha alegria. Valeu muito a pena sim. 


Quando aparecia era para impor, como se fosse o mais honesto e o melhor pai do mundo. Falando baixinho né,muitos desatinos,  tentando fazer com que eu perca a fé e exploda. Tenta me destruir emocionalmente e, para justificar sua ausência de ser pai, me culpando sempre.

Obs: esta pressão psicológica ele manteve com nossos filhos no pós separação. Passou a envenenar nossos filhos.  Colocando ideias na cabeça deles, de que eu sou culpada por não ter o pai presente.


 O meu pai simplesmente sumiu, quando apareceu eu já estava separada, tentou fazer o mesmo que meu ex marido. Mas como já havia vivido esta experiência, 

Mandei de volta para sua vida, e que nos deixasse no esquecimento.

Não preciso que fale dos defeitos de minha mãe, conheço todos eles, mas também conheço todas as qualidades.

Portanto não admito falar um pensamento mal sobre ela. É minha heroína

Ele meu pai foi embora, falando que se eu precisar de um pai o procurar. É claro que não fui. Fui saber de seu passamento, sua morte por precisarem de documentos de minha mãe, pois ela era esposa na lei dele e a outra só moravam juntos. Os documentos para a certidão de óbito.


Voltando ao meu ex marido…

Este pai para ajudar nas despesas com os filhos, eu tinha de me submeter a seus caprichos?


Na minha inocência achava que iríamos resolver esta diferença de personalidade. Mas, não estávamos respeitando, e aceitando o novo sentir em nossas vidas, onde poderíamos ser amigos. Nem isso sobrou. Não estava respeitando nem como mãe de seus primeiros dois filhos.


Hoje eu já estou com 58 anos..

Quando vejo e ouço o meu ex marido, fico a me perguntar se um dia o amei. 

Como é completamente diferente de mim. Mas me deu meus filhos, pelos quais consegui, apesar de não ter ajuda financeira e nem emocional para com eles do pai, São bons de coração, e estão evoluindo, como humanos. Cada qual aprendendo a viver, sem ter de passar rasteira, ou roubar ninguém.

Da parte do meu ex, não tem nem amizade, para com eles.


Obs: Minha filha no hoje com 37 anos, querendo recuperar este vínculo, e perdoar seu pai. Vai ser difícil ela seguir essa linha, pois não há o que perdoar. Ele é narcisista, ele não faz e nem fez nada de errado.


Enfim! 

Meu casamento era, não tem respeito, e quem não  se respeita, não se ama. Se não se ama, como pode  amar o outro? Porém, não achei justo com minha própria ética, em que poderia muito bem me libertar, e, encontrar a quem de fato tenha algo mais para me oferecer, que dois corpos que entrelaçam por comodismo ou medo de se arriscar, provando outros sabores. Falo assim se dirigindo a mim, no casamento, quando ainda estavam casados.


Por que aguentei tanto naquele casamento naufragado? Mantendo um casamento já naufragado, por conta do ego, é  muito degradante.

Quem ama pensa em toda a situação em que se encontra, a existência ou a integridade do outro. Quem não se ama, fica passeando nos afetos. E passear nos afetos é outra coisa; tribulação com certeza. 

Não se mede e não há como eliminar a falta de segurança de quem só passeia em nossos afetos.

Conclusão: o amor não cria raízes e vira o inferno. Não se mantêm estáveis,  ficam estranhos, temporários. 

Quem não ama  a fusão das duas alma em uma, não  acontece. O máximo, é o entrelaçar dos corpos na fúria  das paixões. Apenas passeiam nos corpos um do outro, apenas passeiam nos afetos um do outro. Assim pensando  tenho certeza  que ele, o homem que me casei, nunca amou de verdade ninguém

Nem a ele mesmo..


A verdade é que as palavras ditas por ele eram brutais. Eram  tantas humilhações  e insultos disfarçados de brincadeiras bobas.Tinha uma suposta  preocupação com o meu bem-estar querendo me defender de minha mãe e meu irmão. Sussurrando que minha mãe amava era meu irmão. Querendo me intoxicar com ciúmes e inveja.

Meu marido, achava que por estarmos casados no papel, eu havia dado uma procuração para reivindicar meus direitos da herança de minha mãe.

Minha mãe era, não , era não é, é uma mulher que luta e faz o que quer. Ela quer ajudar o filho, e tem condições por que não.

Ele, meu ex-marido  falava sempre que meu irmão estava acabando com os bens de minha mãe.

Como perturbava meu juízo.

Aí  mudou a estratégica, passou a fomentar um ciúmes e inveja do meu irmão.

Eu, como penso? Falava que a herança que meus avós deixaram  para minha mãe é da minha mãe. Ela faz o que quiser. Ele é filho e está precisando  se a mãe pode ajudar por que não.

Como meu marido ficava com raiva, e acaba querendo me persuadir e impedir minha mãe de ajudar meu irmão . Meu marido se posicionava como está sendo lesado e achava ser a vítima.


Mas será que ele, meu marido achava que minha mãe tinha que dar para ele o mesmo que dava  ao meu irmão. Será que é por isso que, ao roubar minha mãe, acha que não roubou ?!

Ele não é filho, e queria ser em relação a ajuda de minha mãe.

A loucura deste homem era tão grande, que começou a tratar minha mãe com todo carinho  visando a herança dela.

E começou a jogar minha mãe contra mim.


Hoje, vejo que eu sempre perdia terreno.

negligenciando a mim mesma. E deixando ele fazer este jogo.

É claro que todos viam a Julieta desequilibrada, mal amada, que fala alto, explosiva, delinquente. Se até eu mesma duvidava de minha sanidade.

Eu era levada a acreditar na minha  culpa pelas reações dele.

Realmente acreditei não ser amada por meu irmão e mãe. Até achei meus filhos não me amar. Minha filha perturbou meu juízo, por anos e agora que se encontrou com Jesus, veio a me entender e abriu os olhos para perceber que eu não tenho culpa dela não ser a princesinha do pai dela.


Recentemente, um pouco antes da pandemia começar, minha mãe resolveu vender a chácara, que foi um bem que ela manteve, que ganhou de seus pais. Na venda ela deu uma parte de dinheiro para meu irmão. E a outra parte resolvemos fazer uma casa com todo conforto para ela ter uma qualidade de vida melhor.

Hoje eu administro os aluguéis da casa antiga que moramos e a outra que entrou 

Na negociação da chácara, e a aposentadoria de minha mãe. Estou sem trabalhar e cuidando da casa que moramos e de minha mãe, e os netos, para os pais trabalharem.

Nós aqui converteu em melhorias para agasalhar as novas necessidades de minha mãe. 


Estou falando nesse assunto, pois acredita que o meu ex marido ressurgiu das cinzas, dando seus conselhos, do tipo descrito acima.

Falei, cuide da sua família, reverta aos seus filhos o que reivindica aqui, de sua herança. Está deste lado você não fez parte e nem tão pouco faz.

Ainda bem que estamos divorciados, queria parte para você?

Nossa ficou inervado.

Continuei…

Da para seus filhos direito iguais de sua herança. Eu sei que tem apartamentos no nome de seus filhos do segundo casamento, e os dos nossos?

Desconversa e vai embora.


Este homem! Tem uma  incapacidade de autorreflexão e autoanálise. Onde não consegue olhar para dentro,de si, e  compreender,. Tem uma incapacidade de mergulhar em si mesmo.

Ele meu ex marido tem um ódio pelos seus irmãos consanguíneos, e tenta fazer o mesmo aqui entre eu, meu irmão, minha mãe e nossos filhos.

Na verdade, as artimanhas cheias de mecanismos de defesa contra a aceitação de suas muitas inseguranças.

Na verdade deve ter ciúmes, inveja dos irmãos que ficam a desejar e falar mal. Pois estes que tanto odeiam são  cercados de amor e carinho de todos os lados.Este ciúme e inveja o faz olhar seus  consanguíneos de forma caótica. 


Ele, meu ex marido, continua achando que é meu marido, por eu ainda estar solteira. E continua achando que tem de me defender de meu irmão. E tenho certeza que não vai desistir enquanto achar que não casei por conta dele. 


Tenho tantos dilemas pessoais, principalmente minhas lutas espirituais para entender este mover dentro de mim, para buscar caminhar agindo como Jesus nos ensinou. 

Que é tão grande este meu amor por Jesus.

É uma grande obra.

E fico muita das vezes catalogando e registrando em palavras, para aprender a evoluir sempre. Para não se preocupar com coisas pequenas.


Conclusão!

Hoje, com minha cabeça de hoje eu entendo: namorar, noivar, casar, relacionamentos em geral, pois, existem várias formas de viver o amor:  Pode ser sozinho, a dois, dois homens, duas mulheres, e em sociedade, em família. Em toda forma de amar depende de que tipo é o seu amor oferecido. 

Eu por exemplo, quando casei, achava que estava vivendo a odisséia do amor. Quando surgiu as diferenças de nossas personalidades, acabando a paixão, virou um inferno. 

Neste contexto: o amor afetivo, o amor das paixões, o amor  das almas gêmeas… não  aconteceu.


Enfim! Tudo nos intriga e fascina, mesmo depois  de tantos anos, separada, ainda estou só. Aonde  foi que deixei de ser a que sonha com o príncipe encantado, não sei. Na verdade, quando o casamento naufragou, acaba, é por  não ser o encontro do amor verdadeiro.

O casamento chegou num ponto, onde a convivência era insuportável até mesmo por mim mesma. Não conseguia me ver em quem me tornei. Mesmo depois de anos separados não conseguia me envolver verdadeiramente, tive medo de errar de novo. E tudo aquilo que me fez acreditar ser  em relação aos meus familiares, fiquei por muito tempo confusa.


Neste momento, peguei uma de minhas anotações que me fez rir um pouco… Imaginei como seria nós dois, eu e o meu ex marido… sozinhos, isolados Contando apenas um com o outro, sem podermos escapar… [ risos]. 

Seria autoflagelação. Nos matariam.

Principalmente com a cabeça que tenho hoje, onde não aceito me diminuir.

Hoje relendo, vejo o quanto ambos somos individualistas. 

É  fato!!! Não dá para sermos amigos mesmo.


Nunca o tempo volta para consertar o que se quebrou. E cada um de nós adquirimos a nossa individualidade. É bom que seja assim. 

Nós dois, juntos durante um período prolongado. Haveria um homicídio com certeza. Foi melhor assim. 

O divórcio foi a melhor solução. E ambos livres para encontrar cada qual, a cara metade.

Estou ainda só de marido, não tenho vontade de ter alguém me fazendo sentir pequena. Voltei a ter minha dignidade.


Não consigo  esquecer que um relacionamento tóxico, o agressor também é um manipulador. 💕💕



AMOR!!! ALMA GÊMEA


Está aqui anotado em um guardanapo de bar: perguntas e respostas de uma mente triste e insatisfeita.Tentando ser feliz! Encontrar a cara metade quem sabe. Não sei o que é o amor! Na verdade, tenho medo do amor. Porque tenho medo do amor, não sei. Algo me faz esconder. Quando pressentia estar começando a vir à tona, esquivo, saio de cena.

Por que fico me flagelando assim! Que pena não ter encontrado alguém disposto a dominar-me com a força do amor, achando que não me deixo ser dominada. Talvez aqueles jogos de caça e caçador… Rss!  Não é isso que eles querem e pretendem, dominar a presa para o abate? Ops!!! É verdade! Depois que domina, e faz a presa ficar submissa, perde o encanto. 

Afinal poderia me amar e não querer me mudar. Eu poderia amar alguém, sem querer mudar a sua personalidade, que nessa altura da vida já está super formada? Pergunto-me muito impressionado com toda essa confusão de sentimentos, entre caça e caçador. Por falta de sentimentos seja a palavra certa.

Sim! - respondi com simplicidade, em um outro papel; que não sei dizer ao certo se era a resposta daquelas perguntas, pois tudo estava guardado em desordem, rabiscado. 💕💕



REMEXENDO O PASSADO 


Voltando ao ponto quando estava de férias.. 


Preciso primeiro me acalmar.. .era muita informação e perguntas perdidas ao longo dos anos que se acumularam e ficaram esquecidas, e, agora vim a remexer. Remexendo meu passado, misturando com o presente. 


Longo momento  de silêncio. 

Aí volto a pensar! necessários, para entender-me melhor, passado, presente… e o futuro?

Compreender o motivo pelo qual, os dias, semanas, meses, anos. Principalmente naquele ano, onde estava tudo planejado para viajar. Me encontrava depressiva, me encontrava mais uma vez sozinha, ausente até mesmo de mim mesma.


Os primeiros fios brancos, os primeiros não, já estão bem grisalhos mesmo...  falava observando através do espelho. Fiquei por muito tempo parada  ali, olhando no espelho… no momento que relia e organizava minhas escrita.

 

Assumi minha imaginação, dei importância ao lado ilusório, pois na base consciente do ser, hoje não mais voltareis as inocências, e ignorâncias suaves que naquela época tornaram transparentes minha alma.


Embora saiba que os desamorosos, na verdade, estão pedindo por Amor. 

Temos medo que a quem vim a amar, tornem-se mais fortes e mais ameaçadores e desenvolvam o poder de destruí-los por conta do poder de posse, de pertença.


Embora não curta as aparências, refletida no espelho, essa estranha máscara parece mais verdadeira do que a minha própria face. E por outro lado: o que eu ia fazer lá fora ? não  permitirei ser outra vez  enganada, ou me enganar.


Quebrei o espelho, tentando matar o que fui, para não ver quem sou.

Talvez por temer o que está  para vim! Socorro!!! não estou sentindo nada, um nada que dói. A fé ainda é muito fraca, me sinto sozinha, perdida, ameaçada e insegura. Por conta do medo de amar e não ser amada, correspondida, acabei pior aos que me levaram a adentrar este mundo ilusório. 

Que insensato fui! este esforçar-me. Forçar para harmonizarem-se com o que pensavam. Sendo que o EU não pensava em nada. Construí  defesas até mais fortes contra o sentir voltar aquela transparência da alma.


Na idade madura que me encontro, no agora, não sei por que apaguei da memória, recordações de afeto por tanto tempo assim.

Eram recordações apagadas e imprecisas. Como sempre fico a falar: Desde a infância tenho sentido muito dessa energia fantasiosa, tendo necessidade de criar histórias. Minha realidade, era fundamentada em sentimentos confusos, por não saber fazer os que amavam, me ver como sendo uma pessoa que queria aprender, a falar quem de fato era.


Inspire amor e exale gratidão!

A nossa imagem perante o espelho deveria exalar sinceridade, paz, amor e harmonia com sutilezas... era assim que deveríamos ser, interna e externamente, de corpo e alma, por inteiro, respeitando uns aos outros com  amor.


Jesus quer que sejamos unidos numa só pessoa, sendo alma e corpo, numa entrega completa. Para assim cumprir as nossas missões, de sermos pais e filhos, formar uma família.


Formar uma família com um propósito de casamento é amar e sermos amados sempre.

Eu quando casei, não tinha no cotidiano em família o afeto desejado. Não sabia se iria receber um afeto ou uma bordoada. Assim fiquei fantasiando. E por incrível que pareça, fiquei feliz assim por muitos anos. Recentemente percebi que tenho questões não resolvidas com meu passado, mas vamos falar em outro post.


Voltando…Assim sinto e choro, amo e sonho. A cada novo amanhecer precinto alguma coisa de extraordinário em minhas histórias.

Tem vezes que eu mesma acredito no que inventei, ao ser passado e repassado e volta ao meu ouvido... risos ! Esqueço que fui eu que inventei. Mas durou pouco, logo lembro que foi criação minha.

Tenho um vasto repertório de acontecimentos onde o tédio e o desgosto não fazia parte de minha história, em minhas ações fictícias, fantasiosas.


Se é assim porque agora tenho essa tristeza? Me pergunto olhando em um dos pedaços do espelho que quebrou anteriormente.

A monotonia aparentemente triste volta a me assombrar. Olhei nos fragmentos estilhaçados do espelho e não me vi.


Com os olhos fixos nos meus pensamentos, a vontade é realmente aquietar a mente, a alma e apurar os sentidos. Tenho que aprender a assumir, aprender a lidar com minhas inseguranças e medos, tenho que parar de fantasiar e viver minha realidade. Minha realidade é: não saber lidar com as rejeições, não saber lidar com perdas, não saber falar o amor. Não entendo o porque fui deixada de lado, enfim, e tantos porquês.

 

Sei muito bem que aprendi, ter esse jeito fantasioso, de viver a vida, foi para sobreviver sem nenhum arranhão, preservando a capacidade de ainda ter um sorriso.

Quantas e quantas vezes a vida bateu na minha cara, muitos dias seguidos, para ficar sem vontade alguma de sorrir, mas fiquei sem vontade de abrir os olhos, e mergulhei num mundo somente meu. E o mundo fictício me protegia como um escudo, para conseguir me levantar sozinha e continuar a sorrir.


Sabe aquele gatinho que todos os dias você fica cutucando e ele fica no cantinho acuado sem reação. E um dia vai lá cutucá-lo e ele revida, lhe mordendo, virando um leão. Pois bem, me senti por muitos anos assim, com minha relação com minha mãe, no meu casamento, na convivência com meus filhos. Só que em vez de revidar mordendo, passei a fantasiar. Assim não eclodiu para a vida, e permaneci dentro da casca, ovo... não cresci! Abortando da forma mais covarde, assassinando minha essência.Torturando, asfixiando tornando-me incerta. Fiquei ali mesmo, parada no tempo. O tempo parece ter deixado de passar. 


Aos poucos, no entanto, algo volta a acontecer. Estranhamente, a necessidade de fazer uma autocrítica nasce junto com a de criar. A vontade de parar tudo é grande e, por absurdo que possa parecer, há algo inexplicável a me impedir. Que não me deixa mais viver assim,  aparentemente feliz no mundo do faz de conta. 


Paro e reflito alguns segundos; olha por sobre o espelho, que ainda está quebrado me contemplando. Esperando algo de mim, esperando  ver além da ilusão ótica. Paro mais uma vez com o olhar fixo em um dos pedaços, sinto que a dor se inicia.  Fico ali perguntando baixinho, quem sou eu então?

A que ainda não nasceu em sua forma de lagarta para borboleta.

Cabe a mim saber até onde é bom enxergar. A única coisa que espero (como evento futuro) é o meu renascimento, minha própria metamorfose e poder ir ao encontro com os pontos de luz.

Preciso me reinventar, considerando que existe aquilo que ainda não vejo na prática. Teoricamente talvez!

 

Visto que estive por vários anos abortando-me, assim fiquei receptiva às influências e inspirações negativas, por não querer abrir meus olhos e enxergar o óbvio. 

Meu corpo sofre ao parar:  Há um pulso de vida pedindo que continue; há uma carência de algo que possa tocar, sentir. Meu corpo continua só. Uma estranha sensação se apossa de mim, e começo a tremer.

Às alucinações e, de repente, tudo parece confuso. Os pensamentos mórbidos desfilam à minha frente, como que em um cortejo fúnebre por ter me abortado.


Assim fico, divagando até dormir.

💕💕


GRANDE CRIADOR DE MINHA VIDA, EU!


Acordo com os olhos inchados de tanto chorar na noite passada.

A dor invade meu corpo.

Começo a me perguntar sobre a realidade e valor. Fico ali a me debater, enquanto aquele infinito de imagens me assalta e, sem pedir permissão, assume minha consciência naquele instante.

Quantas encenações ainda vou criar e vivê-las? Aparentemente passamos uma vida toda tentando agrupá-las ou criar algum vínculo entre elas. Riem e zombam, voltam desordenadas em sonhos confusos e, em vão, as tentamos explicar. Há sempre um esforço estúpido de entendê-las, ainda assim, são peças de um mundo, cheio de contradições, paradoxos, e não criamos senão um punhado de ilusões.

 

Vômito! Uma ansia de vomito, e um calor estranho invade meu corpo. 

Calor de chama ardente, de vida que se esvai, como o fogo que consome cada graveto de uma fogueira. Sinto morrer aos poucos. Meus músculos estão cansados de tanto se contrair.

Os espasmos me cansam mas, ao mesmo tempo, ajudam-me a romper, com a terrível barreira de um julgamento implacável que me assola a cada instante.

Nasci de um parto normal, e estou morrendo perdida no tempo, sem certezas e cheia de falsas crenças, que me haveria de guiar rumo a um fim comum.

Este seria um renascimento, onde a metamorfose humana acontece?

Do lagarto virando borboleta?

Fiquei assim, fazendo esses questionamentos enquanto esperava uma resposta. 


As cicatrizes foram internas. No casulo que me aprisiona, meu corpo físico. Quantas vezes achei ter libertado e virado a borboleta, mas não aceitei metamorfosear, me fazer ser para sempre esta que rasteja em busca de ser… pois me atacaram mexendo em minhas feridas, onde achei já estar curada e quando procurei ajuda não encontrei por estar tudo escuro …

Minha vida foi uma grande sequência de erros, em todas as minhas escolhas, reneguei a luz de Jesus. Quando me vi rejeitada fiquei assim.

Deixei as cicatrizes, e a minha vergonha de ter feito escolhas errôneas, me cegaram.


A visão estava  turva, quando abri meus olhos não via vitórias só cicatrizes.


Só o amor, puro amor de Jesus e seus diamantes podem descer lá no fundo da escuridão e resgatar, trazendo para a luz.

💕💕


QUANTAS MÁSCARAS COLOQUEI AO LONGO DE MINHA EXISTÊNCIA!?


Queria de fato não ter de usá- las de não camuflar meus sentimentos, e poder extravasar e recuperar meu eu mais profundo. Pois sei que por detrás dessa camada de gelo em que insisto cobrir-me, existe um coração de fogo. Mas como estou acostumada a usar máscaras, diante das pessoas, acabei não sendo capaz de me encontrar dentro de mim mesma.

Fiquei travada!

Misteriosa.

Sou um  labirinto cheio de paredes dentro de paredes e, no centro, o fogo.

Queimando para ser livre! 💕💕




FOTOS NOSTÁLGICAS! 


Estou voltando para lhes contar, que a sessão nostálgica estava bem presente, olhar para as fotos… as fotos! As fotos... comecei a passar os olhos nas fotos. Nos passeios na praia... Me divertia um pouco assim, extrovertida, desligada com etiqueta, marcas. E mesmo assim tinha uma elegância, por ter uma combinação quase que natural e descuidada, meio moleca. Era consciente do meu fascínio para com o sexo oposto, não ser beleza física. Era por conta do meu jeito de ser descontraído e brincalhão.Tinha um humor assim meio sarcástico, com uma pitada de ironia. Mas de uma alegria estonteante. Na verdade, aceitava a troça risonhamente.

A linguagem sob quem eu era se riria ao lê-la.  No paraíso eu seria, sem dúvida, a cobra e não a Eva. Mas aparentemente me chamo Eva. Ou era o contrário! Ops, me confundi agora.

As fotos, passeios em tempos bons.

Vi o sol pôr-se através daquela foto em passeio pela Bahia. No mar, um brilho dourado, que passava depois, pela cor violeta e se fundia com a cor do céu. 


Está aí alguém? Perguntei olhando fixamente em minha imagem e ao fundo, o mar, na fotografia.

Estou aí sim! Queria resgatar aquela garota feliz com a vida, retratada ali. Embora não entregasse meu coração, me sentia feliz por ter conquistado amizades muito significativas. E por outro lado, no momento que estava relendo, não estava muito disposta a revelar, esta que se esconde por trás de uma armadura de ferro. 

Obs: no momento que revi essas fotos estava de fato fechada para balanço meu coração. Por ter vivido um casamento tóxico.


Voltando…realmente a que estava naquele momento revendo, estava de bom tamanho. Rss… truões. 

Na época,não levei adiante o compreender.                                          

Vestia uma máscara, por onde transparecia que era somente pele, contato físico, aparências. Na verdade, são de mente pequena, estes que pensam somente em satisfação física. Assim não tinha um pouco de vontade em revelar-me, desnudar minha alma para truões. Assim os confundia. Me confundia! 


Não tinha nenhuma chance de fazer desnudar minha alma mesmo! Transparecer meus reais sentimentos, sem chance!  E para evitar constrangimentos maiores, e ficar fazendo troça. Eu mesma já faço troça de mim. E antes mesmo que fizesse troça de meus sentimentos. Me armava com a armadura de ferro mascarando-me. Abafando o que queria começar a crescer. Ao abafar…morre, o que iria começar  a crescer. Morrendo não tem sequência o amor. Ai, não fiquei sabendo se iria amar ou se estava sendo amada.

Aí, também lembrei que não teria nenhuma chance com estes truões.

Sou muito mais que pele, tem um tipo de maldição benéfica que não me deixa ficar assim por muito tempo.

Obs: vou explicar em outro post sobre maldição benfica,escrevi aqui em algum lugar. 💕💕



NO REALINHAR DO ESPELHO


Estou de novo me olhando, no espelho!. Reconhecer por dentro, por fora e não mais ser aparências Aparentemente sou confusa, mascarada. Um grande passo, para sairmos da depressão, de grande importância,para nosso crescimento, e se aceitar como sendo imperfeitos.

Às vezes, muitos de nós, pensamos que estamos ficando masoquistas, vivendo no escuro. Como numa espécie de lamento e sentindo dor por todo o corpo. Não tendo vontade de fazer nada, sentindo uma solidão em meio a multidão. Provocada por algo inacabado . Algo como… como um pensamento, uma ideia, um casamento, um projeto. Algo por sentimentos e projetos atropelados e interrompidos. Queria pedir um pouco mais de carinho dos meus familiares e amigos, da vida. Principalmente de mim mesma. Deixei que a discussão interna fosse absorvida no silêncio aqui no meu quarto. E meus medos e desejos, me levaram a uma perda da felicidade por me deixar medrar assim.

Tristeza  profunda, chororô  até  adormecer.

💕💕



SORRISOS         

             

Como pude desistir desse sorrisão assim, por nada! Quanta dor em minhas palavras descrita aqui. Quando já não podia mais suportar a tensão que provocara em mim, nestes dias de carência .

Adentro para um pequeno refúgio dentro de mim mesma  (segurando uma das fotos).

Caminho grandes transtornos emocionais, quando escrevo em meu diário. 

Hoje!!! Hoje, continuo me vendo inutilizado. Não sendo capaz de realizar alguma coisa. A vida afetiva, apenas serve para organizar na consciência o processo da inutilidade de tudo, neste momento. Inutilizada ser quem não sou de fato no agora. 


Relendo este fato, que marcou, e ainda vai marcar outros  ciclos de minha existência.Uma lágrima  começa  a brotar… 

Lembrei do quanto a mente dava voltas. Como de fato estava desesperada. Queria entender o que estava fazendo de errado. O que é normal, ou depressivo!? Estava quase enlouquecendo com as inúmeras tentativas de entender o que estava fazendo de errado. Quanto queria ser especial! De fato, pensei que estava fazendo tudo errado, por não conseguir ser especial. Mas o que é ser especial?


É uma espécie de tortura mental. Que se iniciou e não mais tive vontade de fazer, lutar, falar. Assim, fui me isolando cada dia mais. Apesar de estar em meio às pessoas, me sentia só.

Ao deparar com a minha foto onde estava com um sorriso estonteante, os dentes perfeitos. Ao ver a foto, sorrindo, com um semblante feliz. Era minha aparência de quando me sentia feliz e realizada. Uma imagem infantil de felicidade. Como pude desistir desse sorriso!? Por nada desisti!


De repente, soube que teria que ser forte, e fico forte. Assumo esta que estava oculta em minha subconsciência.E volto a conquistar esse sorriso natural.Só não sei como na prática! 


Como, me deixei perder assim tão longe!       Esta que está retratada nessa foto, pertence ao passado.  E não volta mais.  Não estou falando da idade, estou falando, de me sentir feliz. Agora, no agora, por pura negligência, decidi desfalecer, morrer em vida. Ocultando o brilho do meu  sorriso. Nem troça  de mim, conseguia fazer mais.

Silêncio!!! Fiquei num silêncio tão absurdo, para pensar nestas palavras  que adormeci. 


Acordei pensativa! Este foi um reconhecimento poderoso de como era sério o problema. No momento, do momento que começou as minhas férias e fiquei ali relembrando. 

Queria reconquistar essa doçura da alma, retratada na foto. Principalmente o sorriso.


Vários ciclos diferentes guardados aqui em uma caixa fechada. É assim que me senti ao deparar com os diferentes estágios vividos, trancados, numa gaveta qualquer. Os estágios de ansiedade, cada dia mais agudo. 


Não faz muito tempo estive adentrando em período de grande depressão. Na verdade, entro várias vezes nesses períodos depressivos. Não entendia o por que me permitia ser assim.


Naqueles momentos de depressão, meu coração se expandiu, e senti que estava pronta para morrer. O pensamento era mais ou menos esse: Se fosse morrer, naquele momento não faria falta alguma, por não ser ninguém. Mas, naquele momento, eu morri de verdade. Havia desistido de buscar entender e juntar meus cacos estilhaçados, para de novo recomeçar, uma nova batalha.


Me relendo, quase imediatamente notei um desenvolvimento revoltante. A mente, começou a tentar imaginar uma maneira de justificar o que não tem justificativa. Principalmente a falta do sorriso, a falta de vontade em sorrir com a alma.

Foi chocante assistir à mente tentando, diligentemente, construir uma auto imagem destrutiva. 

E por anos assisti- me declinando por me medrar com um tratamento, para a depressão. Queria não  ser reincidente, mas não buscava ajuda. Embora entendi  que sozinha não  conseguiria, não  fazia nada, pois só conversei com o lápis e papel,  e depois passei a digitar. 💕💕



FIM DAS FÉRIAS 


MEU PASSADO ME CONDENA


Um vazio, gerando uma ansiedade, revoltante, e tudo isso para que? Tudo isso é por achar não ter olhos de ver além dos limites da dimensão física. Um sentido de urgência, uma crescente consciência de que atitude e comportamento devem ser alterados drasticamente, ou nossa existência de fato, vamos ficar insuportáveis, se continuarmos nessa falta de respeito por nós. Assim penso que não haverá borboletas se não passarmos pelo processo de metamorfosear, nos fazendo eternas lagartas. Assim como a lagarta ao longo da vida de lagarta fica rastejando, nós também rastejamos com esta falta de amor na prática. Mas em determinado momento iremos buscar um significado mais profundo de nossa existência e esses momentos são de… estágios.

O estágio que estava vivendo quando escrevi este post, era como cair de uma falésia, mergulhando numa lagoa fria e cheia de lama suja e fedida. 

Sou inteira o oposto do que deveria ser. Pensava, às vezes, em tratar de outra forma: clinicamente falando. Ou ir simplesmente ao médico. Para que fosse cuidado de, pelo menos, minha saúde física. Com todos esses pensamentos confusos,nunca me atrevia. Fiquei ali mesmo, me mantendo como lagarta. E como Lagarta: sem motivação, para tentar fazer com que os outros me vejam com os olhos do coração, na verdade que eu mesma me visse com o coração e não pelo ego.

Sentia que era tarde demais para tentar, metamorfosear e me descuidei ainda mais, mergulhando num mundo imaginativo                

SOLIDÃO!    As férias  acabaram  e continuei a reler, colocando, meus pensamentos, ali registrados, em ordem.


Obs: 

É  FATO! Depressão física e depressão espiritual ainda não precisam de diferença.

até  a pouco tempo era considerado chilique, uma forma de chamar atenção. Mas não é. Quem sabe pesar os contras e pôs, somos nós, que passamos por estes transtornos. Os que se consideram normais,e criticam quando buscamos alternativas  onde a maldição benigna faz sair desta falésia,onde se ouve só críticas e não o amor incondicional.

Ei! Vocês normais não  ficam aí criticando, alfinetando, sem ao menos parar e ver o estrago, que faz na vida de um depressivo, essa vossa atitude, não é normal para quem anda e vive com e para Jesus. Um recado para você que se considera normal: Se não sabe ajudar, pelo menos não atrapalhe!

Se não quer ser borboleta, e livre pela lei do livre arbítrio, agora impedir alguém de ser livre, e falar que é em nome de Jesus.. que feio!!!


Voltando ao ponto onde falava de mim: No começo foi bastante difícil, romper com os hábitos ruins pelo qual incorporei como sendo bons. Às vezes fico muito triste com a vida e com as coisas que acontecem ao meu redor e acabo me sentindo entediada, por simplesmente ter me acomodado. E mesmo assim, nada. 

Queria muito mudar tudo isso, mas me sinto sem forças.

A aparente solidão é a grande sombra do caminho de vida, assim não me sentia realizada. Se esquecendo de cuidar mais de mim. Sob o domínio do pânico e o medo passei a tomar conta da consciência. Quando em pânico, nem fugimos, nem enfrentamos, mas ficamos paralisados, achando estar no controle. E para se aparentar estar no controle, justifiquei o que não tem justificativa.


MEDO! estava sentindo vários sintomas, com fatos ou situações que dizem respeito a situações anteriores, que julgava estar resolvidos, vindo me medrar. Pois ainda não estavam resolvidos. Neste sentido, é óbvio que estamos focando o medo ainda maior. Ou seja, aquela sensação de impotência diante de situações nas quais nos sentimos bloqueados ou até mesmo paralisados. Tenho ciência que é por não sabermos resolver fatos relacionados ao passado que se refletem em situações parecidas no presente.

Não sabia mesmo administrar meus medos e enfrentá-los, assim me tornei minha maior inimiga.Uma sensação de desconforto envolvendo a mente, o corpo e a alma. Me deixando vulnerável aos ataques que me fazem ser medrosa. Não entendia que o ato de me medrar era o resultado de experiências não resolvidas ou mal elaboradas do passado. Me vejo sempre me opondo contra o meu próprio desenvolvimento, ficando estagnados todos os esforços em transformar o desconhecido em conhecido. E o desconhecido é este ouvir sem ser palavras ditas e sim intuídas.

Todos os esforços em trazer para a luz da consciência o meu profundo significado. De me encontrar dentro de mim, e me trazer a tona. Nada!!!

Fiquei ainda sem ser aquela borboleta linda que seria o meu ser renovado: renascido.

Não passo de uma rastejante e miserável lagarta.

Vou aprender a metamorfosear sim. Viver não de aparência: e sim de amor verdadeiro.

Pois para tudo tem um propósito e hora certa. 💕💕



SOU CAUSA PERDIDA?!

Embora, aparentemente, a longo prazo, dou a entender, não funciona direito.Pior! não ter conserto, e que sou uma causa perdida. Não existem peças de reposição no mercado, para consertar o que se quebrou dentro de mim.

Me sinto, como aquele parafuso, que quando a rosca acaba, para enroscar, não vai de tão enferrujado.

 

Tudo parecia realmente estar indo bem, andava muito quieta, isolando de todos; só que, agora estava mais forte do que antes, os sintomas dessa necessidade meio mórbida de me isolar.

Por não ter com quem de fato possa me entender, vivia aprisionada por dentro.           Aprisionei-me, numa falsa sensação de segurança, roubando-me, qualquer possibilidade de ser de fato feliz.


Tem horas que aparento feliz, de bem com a vida; só que! Basta voltar a ficar só, que fico triste e melancólica chorando por qualquer motivo.                                                                                                                                        Minha sensibilidade está cada dia mais à flor da pele. Ou seja, é uma dor que está querendo chamar minha atenção para algo que não estou  conseguindo ver; ou para algo que não esteja cuidando adequadamente da minha vida interior.


No fundo é isso, solitários, nos envolvendo no casulo de nossa alma [nosso corpo físico], fazemos uma crisálida e aguardarmos a metamorfose, porque assim acreditamos que vamos mudar. 💕💕



Monólogo com o espelho


O GRANDE CRIADOR DE MINHA VIDA, EU!

 

Assumi minha imaginação, dei importância ao lado ilusório, pois na base consciente do ser, hoje não mais voltareis as inocências, e ignorâncias suaves que naquela época tornaram transparentes minha alma.

Embora saiba que os desamorosos, na verdade, estão pedindo por Amor. Mas eles têm medo que a quem eles vim a amar, tornem-se mais fortes e mais ameaçadores e desenvolvam o poder de destruí-los por conta do poder de posse, de pertença.

Embora não curta as aparências, essa estranha máscara parece mais verdadeira do que a minha própria face.


 O que eu ia fazer lá fora ?

Quebrei o espelho, tentando matar o que fui, para não ver quem sou,  talvez por temer o que está para vim...

Socorro não estou sentindo nada. E é um nada que dói. 

A minha fé ainda é muito fraca: me sinto sozinha, perdida, ameaçada e insegura, por conta do medo de amar e não ser correspondida, e acabei pior aos que me levaram a adentrar este mundo ilusório.

Que insensato fui! Este esforço me força a harmonizarem-se com o que eu pensava.

Sendo que eu não pensava em nada.

 Construí  defesas até mais fortes contra o sentir voltar aquela transparência da alma.

 

Assim pensando, creio que meu primeiro desenvolvimento mental tenha tido muito de extraordinário e mesmo muito de exagero. No geral, os acontecimentos raramente deixam uma impressão definitiva sobre a quantidade de amor recebido ou dado.

Na idade madura que me encontro, não sei por que apaguei da memória, recordações de afeto por tanto tempo assim.

Era recordações apagadas e imprecisas.

Desde a infância tenho sentido muito dessa energia fantasiosa. Tinha uma necessidade de criar histórias, pois a realidade, era fundamentada em sentimentos confusos, por não saber fazer os que amavam, me ver como sendo uma pessoa que queria aprender, a falar quem eu era de fato.

A nossa imagem perante Deus deveria exalar sinceridade, paz, amor e harmonia com sutilezas... era assim que deveríamos ser. De corpo e alma, por inteiro, respeitando uns aos outros com  amor.

Deus  quer que sejamos unidos numa só comunidade para cumprir as nossas missões, com um único propósito, amar e sermos amados sempre. Mas no cotidiano em família, não sabia se iria receber um afeto ou uma bordoada. Assim fiquei fantasiando. E por incrível que pareça, fiquei feliz assim por muitos anos.

 

Assim sinto e choro, amo e sonho.

A cada novo amanhecer precinto alguma coisa de extraordinário em minhas histórias. Tem vezes que eu mesma acredito no que inventei, quando ao ser passado e repassado, volta ao meu ouvido. Esqueço que fui eu que inventei. Mas durou pouco, pois logo lembro que foi criação minha.

Tenho um vasto repertório de acontecimentos onde o tédio e o desgosto não fazia parte de minha história, em minhas ações fantasiosas.

Se é assim porque agora tenho essa tristeza?

A monotonia aparentemente triste volta a me assombrar.

Olhei no espelho e não me vi.

Com os olhos fixos nos meus pensamentos, a vontade é realmente aquietar a mente, a alma e apurar os sentidos.

Tenho que aprender a assumir  e aprender a lidar com minhas inseguranças e medos.

Tenho que parar de fantasiar e viver minha realidade. Que é não saber lidar com as rejeições. Não saber lidar com perdas.

Não saber falar que ama.

 

Sabemos muito bem que aprendi, ter esse jeito fantasioso, de viver a vida, foi para sobreviver sem nenhum arranhão, preservando a capacidade de ainda ter um sorriso.

Quantas e quantas vezes a vida bateu na minha cara, muitos dias seguidos.

Assim poderia ficar sem vontade alguma de sorrir, mas fiquei sem vontade de abrir os olhos, e mergulhei num mundo somente meu. E o mundo fictício me protegia como um escudo, para conseguir me levantar sozinha e continuar a sorrir.

Sabe aquele gatinho que todos os dias você fica cutucando e ele fica no cantinho acuado sem reação. E um dia vai lá cutucá-lo e ele revida, lhe mordendo, virando um leão. Pois bem, me senti por muitos anos assim, só que em vez de revidar mordendo, passei a fantasiar. Assim não incluído para a vida, e permaneci dentro da casca, ovo... não cresci!

Abortando da forma mais covarde, assassinando minha essência, torturando, ou asfixiando tornando-me incerta. Fiquei ali mesmo, parada no tempo. O tempo parece ter deixado de passar.

Aos poucos, no entanto, algo volta a acontecer. Estranhamente, a necessidade de criticar me nasce junto com a de criar.

A vontade de parar tudo é grande e, por absurdo que possa parecer, há algo inexplicável a me impedir. Que não me deixa mais viver, aparentemente feliz no mundo do faz de conta.     

                                          


Paro e reflito alguns segundos;  por sobre o espelho, me contemplando, esperando algo de mim. Paro mais uma vez e sinto que a dor se inicia. Fico aqui perguntando baixinho, quem sou eu então?

A que ainda não nasceu em sua forma, cabe a mim saber até onde é bom enxergar.

A única coisa que espero (como evento futuro) é  o meu renascimento.

De considerar existente aquilo que ainda não vejo na prática,quem sabe aprendo o tempo que antecede o voo!

 

Visto que estive por vários anos abortando-me, assim fiquei receptiva às influências e inspirações negativas, por não querer abrir meus olhos e enxergar o óbvio.

Meu corpo sofre ao parar: há um pulso de vida pedindo que continue; há uma carência de algo que possa tocar, sentir. Meu corpo continua só. Uma estranha sensação se apossa de mim, e começo a tremer.

 Às alucinações e, de repente, tudo parece confuso. Os pensamentos mórbidos desfilam à minha frente, como que em um cortejo por ter me abortado.

A dor invade meu corpo.

Começo a me perguntar sobre a realidade e valor. Fico ali a me debater, enquanto aquele infinito de imagens me assalta e, sem pedir permissão, assume minha consciência naquele instante.

Quantas encenações ainda vou criar e vivê-las? 

 Aparentemente passamos uma vida toda tentando agrupá-las ou criar algum vínculo entre elas. Riem e zombam de nós. Voltam desordenadas em sonhos confusos e, em vão, as tentamos explicar. Há sempre um esforço estúpido de entendê-las, ainda assim, são peças de um mundo, cheio de contradições e paradoxos, e não criamos senão um punhado de ilusões.

 

Vômito! Uma ansia de vomito, e um calor estranho invade meu corpo. Calor de chama ardente, de vida que se esvai, como o fogo que consome cada graveto de uma fogueira, que morre aos poucos. Meus músculos estão cansados de tanto se contrair.

Os espasmos me cansam mas, ao mesmo tempo, ajudam-me a romper, com a terrível barreira de um julgamento implacável que me assola a cada instante.

Nasci de um parto normal, e estou morrendo perdida no tempo, sem certezas e cheia de falsas crenças, que me haveria de guiar rumo a um fim comum.

Quantas máscaras coloquei ao longo de minha vivência.


Queria de fato não ter de usar máscaras, de não camuflar meus sentimentos, e poder extravasar e recuperar meu eu mais profundo, pois eu sei que por detrás dessa camada de gelo em que insisto cobrir-me, existe um coração de fogo. Mas como estou acostumada a usar máscaras diante das pessoas que acabei não sendo capaz de me encontrar dentro de mim mesma. 💕💕

 

 Memórias tirada do diário de: 

Julieta Alves 

 


LABIRINTO DE ESPELHOS

Tento resgatar o esquecimento observando e aprendendo com outras pessoas, outras famílias, nuances de nós mesmos refletidos através deles. 💕💕


                                 



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